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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Arquivos de Betão Machado


Lancei um desafio no FACEBOOK DO BLOG DO PASSATÃO com a foto acima, e muitos acertaram: o magrão estiloso da foto é o piloto Carlos Alberto Machado, mais conhecido como BETÃO MACHADO, de Gravataí, pai de Rodrigo Machado, atual presidente do ACRGS (Tarumã).






Os registros enviados pelo Rodrigo e digitalizados pelo Erlon Radl mostram provas de kart nos anos 70, em Tarumã e até mesmo na rua, em Gravataí, bem como um Opalão acelerando também numa prova de rua (provavelmente arrancada) em Gravataí. O pai de Betão, João Machado, foi um dos pioneiros da cidade da grande Porto Alegre no automobilismo.


Maverick que Betão dividia com Rodyvan

Nos início dos anos 80, Betão correu primeiramente com um Maverick de rua (foto que ilustra a matéria), depois dividia um Maverick de pista com o amigo gravataiense Rodyvan Möller: Betão usava o carro na Estreantes e Novatos, e Rodyvan corria na Turismo 5000.

Pelo relevo ao fundo, foto em Tarumã

Puxando pelotão, tela cheia de "Opalôn" na curva 1

Esta tudo indica que é nas "taquareiras", fim da reta de Guaporé

Carros da equipe em Guaporé

Clássico guardrail da Ipiranga indica que estamos em Tarumã

Várias 12 Horas disputadas de Opala

Mas foi nos Opalas que Betão Machado fixou sua carreira até o final dos anos 90, com participações no Gaúcho de Opala e várias edições das 12 Horas de Tarumã.

MRX #27 mergulhando na noite de Tarumã, na curva 1

MRX #27 de Rodrigo liderou grande parte das 12 Horas 2015

Onix #27 de Rodrigo Machado

Betão faleceu em 2009, mas o legado segue com Rodrigo pilotando no Marcas, e em provas de Endurance com protótipo MRX Nissan V6 #27 (carro atualmente parado há alguns anos). Na última 12 Horas de Tarumã, em 2019, um Celta e um Onix compuseram a equipe.

Aí está a história de mais uma das lendas do automobilismo gaúcho, que temos a honra de dividir com vocês!

Fotos: Arquivos família Machado

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Assim tudo começou...

A "cachaça automobilística" vem desde piá

Este cabeçudinho aí sou eu, curtindo o cockpit do carro do Francisco Feoli, na época um de nossos "botas" gaúchos na F2.

Não lembro o ano, mas creio que deva ser algo lá por 1984, também não sei onde era, creio que alguma exposição de outro assunto, que para minha felicidade, tinha este "brinquedão" aí.

O mais legal de tudo isso é que hoje em dia tenho a honra de conviver com esta lenda, e muito mais do que eu podia imaginar que fosse acontecer um dia, pude dividir a pista numa prova de automobilismo com ele, pois na preliminar das 12 Horas do ano passado fez uma brilhante prova no DKW #88 do Teodoro Janusz, juntamente com o Roberto Giordani, relembrando sua participação de 1972 com carro semelhante.

Nos próximos dias, uma sessão nostalgia com os meus arquivos de piá, todos envolvendo carros, de rua ou de corrida, para mostrar o que todo mundo já sabe: a doença automobilística é congênita e incurável.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

12 Horas de Tarumã: "Vamu lá chefia, o carro tá pronto!" - Arquivos do Airton Diehl

Fabiano Cardoso, o "Tiririca", é o piá que aparece na foto das 12h 1990

O Sanco acertou quase tudo: o dono do carro (Airton Diehl), o "bota" do atual Marcas (Fabiano Cardoso, o "Tiririca", o guri à direita na foto), o Maninho Cardoso (de macaão branco à direita). Errou o ano, que era a 12 Horas de Tarumã de 1990.

Já o César Cardoso Jr. reconheceu e se emocionou com seu avô na foto: João Cardoso, o Cabellera, patriarca desta família que já tem mais de uma geração de pilotos, começando com os filhos João Cardoso Jr (o Machão), Sérgio Cardoso (Maninho, que aparece na foto) e César Cardoso, cujos filhos já são pilotos e preparadores (os já citados Fabiano Cardoso "Tiririca" e César Jr., Rafael Cardoso...).

Seguindo nos arquivos enviados pelo Diehl:

Voyage nas 12 Horas de 1996




"Esta prova foi as 12 horas de 1996, prova em que convidei o José Becker e o Batista (João Batista Rodrigues) para serem meus parceiros nesta 12 horas de 1996. Na madrugada, lá pelas 05 horas da manhã, quando o Batista pilotava, houve um desgaste excessivo no pneu slick dianteiro esquerdo e quando ele fazia a curva 3, pé em baixo o slickão estourou!!! Ali o carro chegava a uns 170 km/h na época.Ele capotou algumas vezes e bateu o capacete no asfalto, rachando o capacete e ferindo a sua cabeça. Devido ao estrago, o Becker e ele (Batista), depois de medicado foram embora, e depois de eu acompanhar o acidentado no ambulatório.


"Tá pronto, chefia!" - diz o preparador

Quando retornei aos boxes, 40 minutos depois do acidente ouvi da equipe, do meu querido preparador santacruzense “Nego”:



- Vamú lá Chefia, o carro tá pronto! Nem esquenta com os amassãozinhos que ele tá acostumado.. (referindo-se a outra capotagem, em 1995, em Guaporé quando eu liderava a corrida com chuva, com 80 kg de lastro (e o campeonato) e um piloto deu uma mãozinha na curva do radiador.


Bandeirada!

Guerreiro! Depois de capotado, Voyage e Diehl completaram a prova



Como todo piloto tem um pouco de fominha e louco.... fuiiiiiii.. e pilotei sozinho o carro das 6:00 ao final da corrida.... e chegamos entre os 10 primeiros...

O “velho Voyage” era nosso carro reserva na temporada do Marcas e Pilotos de 1996, cheguei a utilizá-lo em uma prova em Guaporé nas tomadas de tempo.. mas o velhinho já tomava fácil 1 segundo do na época Novo Gol(Gol Bolinha).... Neste ano de 1996 eu já corria com o Gol 45.


Que grid! Saudade dessa época clássica do Regional.

Diehl, Alesi, Hoerlle, Guto Furst... Reconheça outros carros e comente!



Mas num pense que o velhinho era ruim... nos anos de 1994 e 1995, eu e o Wermutinho (Ênio Wermuth Junior) fizemos algumas poles e vencemos diversas baterias com este carro.... tendo inclusive sido vice-campeão Gaúcho de Marcas e Pilotos em 1995, perdendo para outro Voyage, do Doreneles e Kleinubing (multi-campeão americano de marcas que hoje corre nos EUA)."

Valeu pelo precioso material, Diehl! Aí está, o gostinho de 12 Horas está no ar. Largada neste próximo sábado, 11/12, desta vez com uma quebra de tradição: ao meio-dia.

E o Airton estará lá no grid novamente, com um Gol GIII, em parceria com a filha Isadora e com Roberto Trettin. A história não pára!