quinta-feira, 24 de junho de 2010

Arquivos de Arlindo e Luciano Marx

Começamos esta história pelo maior feito desta lenda do automobilismo gaúcho chamado Arlindo Marx, e também o seu filho, Luciano. Este propulsor acima empurrou o último carro de Turismo a vencer as 12 Horas de Tarumã na Geral, em 1997, quebrando a hegemonia dos protótipos, na época os Aldees, que ganhavam a prova desde 1994, e também na frente dos estreantes Spyders.

Farei um rápido apanhado da carreiras destas duas lendas, deixando para que o Sanco faça o que faz como ninguém: um post mais completo com o farto material existente.

O carro, um Escort com motor CHT, virava 1:15 em Tarumã, o que é impressionante para este propulsor, que tem algumas modificações engenhosas a cargo do seu Arlindo e com algumas peças do renomado Greco, e também devido ao excelente acerto de chão do carro.


O recorte acima, do Jornal Zero Hora (percebam que boa a cobertura da época, hoje em dia, infelizmente, divulgam um tijolinho escondido numa página qualquer, matéria em destaque só quando morre alguém na pista) mostra como a notícia teve destaque na imprensa, pelo feito da vitória de um carro de Turismo em si, e por outro fato interessante: foi duplamente uma vitória de pai e filho, pois além de Arlindo na preparação do Escort e o filho Luciano pilotando, andaram também no carro o Delegado Luiz Carlos Ribas e seu filho Rodrigo, tendo sido a primeira vitória conjunta da dupla, e Rodrigo, com 20 anos, tornou-se o mais jovem vencedor de 12 Horas, na época. O "bota" Victor Hugo Castro completou o brilhante cast da pilotagem vitoriosa.
O interessante é que a participação do carro na prova foi decidida de última hora, quatro dias antes da corrida, devido ao custo, sendo que com o apoio do Delegado Ribas e de Castro, a participação foi viabilizada.
Outro fato pitoresco, e, ainda bem, com final feliz: a emoção da conquista foi tanta que depois de encerrada a festa da vitória o seu Arlindo Marx simplesmente enfartou, tendo sido internado às pressas e passado por cirurgia. Felizmente ele está aí até hoje, firme e forte, para contar estas histórias.


Voltando no tempo, encontramos Arlindo fazendo dupla com Paulo de Tarso, no Dodginho #88, nas 6 horas de Tarumã, em 1976, seguido por outra lenda, Breno Fornari e seu filho Antônio Miguel (Nêne), com o Maverick #35, número que usava desde as carreteras.

Na foto acima, de 1973, vemos o Corcel #88, preparado por Marx, fazendo as curvas de uma maneira peculiar, com as rodas bastante viradas. Atrás, no Fusca #44, outra lenda, chamada Arnaldo Fossá, a bordo de um Fusca, carro com que sempre correu e tornou-se referência.


A imagem acima é também das 6 Horas de Tarumã, o Dodge seguido pelo Passat dos Rebechi.


Acima mais uma participação histórica, com o Corcel preparado e pilotado por Arlindo Marx, na qual já usava o número #32 (hoje do Escort), nada menos que na inauguração do Autódromo Internacional de Guaporé, que deve ser reformado nos próximos meses.


Onde tudo começou: uma bonita foto de Arlindo Marx com seu filho Luciano dando um abraço, após uma corrida do pai. Com o passar dos anos, Luciano Marx viria a pilotar o carro preparado pelo pai.


Rivera também fez parte da carreira de Arlindo, no qual corria com o Corcel II acima, com o clássico #32.


Em 1987 foi comprado o Escort, que no início participava do regional de Marcas gaúcho, já pilotado por Luciano. Posteriormente, o carro foi transformado num Divisão 3, vindo a participar de provas de Endurance e 12 Horas. Luciano Marx foi bi-campeão do Gaúcho de Endurance (1996/1997). Acima vemos o Escort seguido do Voyage de outra fera, Paulo Sabiá (que foi campeão da Endurance em 2000, hoje preparador do Passatão #8 da Fórmula Classic).


Poucas horas antes da glória, a troca de pilotos nas 12 Horas de Tarumã 1997, vencida com 489 voltas, na frente do Uno Turbo de Paulo Scolari, Normo Chies e José Massa (tio de Felipe Massa), com 474 voltas.


É uma honra poder ter contato com lendas do automobilismo, como a dupla pai e filho, Arlindo e Luciano, que detém um feito que dificilmente será superado, dada a abissal diferença dos protótipos e carros de turismo hoje em dia, que têm um desempenho absurdo (mais de 15s mais rápido por volta) e também pelo maior nível de confiabilidade atual dos protótipos.


Na foto acima (esq. p/ dir.): Niltão Amaral, Romaldo Souza (vulgo Zóio, baita piloto que andou muito bem de Chevette e Opala Stock, e quem sabe de volta às pistas na Classic, ainda este ano), Rafael Soares (que estreará este ano na Classic com o Fiat 147 que foi de Cristina Rosito, é filho de Paulo Gerson, que correu por muito tempo na época do seu Arlindo), Luciano Marx, Arlindo Marx e Leonardo Tumelero.

O carro participou como convidado na 4a etapa da Fórmula Classic 2009. Esperamos que o modelo complete 30 anos para voltar a brilhar nas pistas!
Fotos: Arquivo Pessoal de Arlindo Marx

7 comentários:

  1. ola,valeu bela lembrança o Arlindo deve estar emocionado com esse belo comentario q fizeste sobre o escort das 12 horas ,fiquei bastante contente em relembrar e voltar alguns anos atrás pois acompanho essa a turma a anos e vi o Luciano tocar desde a sua primeira prova em rivera ,então a gente fica louco para voltar a acelerar pois é me ferrei o Rafael já esta habilitado a participar da classic agora tenho terminar o fiat vamos lá de novo to com saudades do cheiro de borracha queimada (as vezes disco de embreagem) um grande abraço para ti e o Leonardo Paulo QQQ (Quarai Querencia Querida )

    ResponderExcluir
  2. Mas bah, olha só essa turma reunida. O Arlindo é uma lenda, tem muita história. É de uma simplicidade e humildade que só quem o conhece sabe. O Luciano tem um pé pesadissimo e se encaixa no Escort como ninguém. Grande Romaldo de Souza, lembro bem do tempo dos Opalas, dos pegas com o Rodyvan e toda aquela turma que estava ajudando a voltar com os Opalas às pistas. O Rafael eu não conhecia, mas seu pai passou lá pelo blog há algum tempo, mandando um registro de 1986 em Guaporé quando correu com um 147. Será que é o mesmo que está voltando às pistas na Classic? Essa turma da Classic é nota 10.

    Ah, na foto em que aparece o Arlindo e o Fossá, o Fusca encoberto é do Trein (#12).

    Grande abraço, obrigado por fazer o que estava tentando fazer há tempos, que é prestar uma homenagem aos Marx, figuras queridas do nosso automobilismo.

    Sanco

    ResponderExcluir
  3. Muito boa a homenagem á família MARX, em especial ao ARLINDO esta figura simpática e um grande amigo. Um grande abraço Arlindo.

    ResponderExcluir
  4. Mazá Niltão, depoimento a altura dos Marx, com certeza eles gostaram muito do teu trabalho, fiquei sabendo hoje no chimarrão da manhã, é sempre bom escuta os contos de corrida dessa turma, e dentro em breve ja teremos algumas pra conta também.
    Abraço!!!

    ResponderExcluir
  5. BOA TARDE,

    GOSTARIA DE UM NUMERO DE TELEFONE OU CELULAR DO ARLINDO MARX,POIS CORRI CONTRA ELE NO ANO DE 1989,E GOSTARIA DE SABER SE ELE TEM VIDEOS GRAVADOS?

    OBRIGADO E AGUARDO RESPOSTA.

    EDMUNDO CATALAN LARRATEA
    MEU EMAIL: lnltda@adinet.com.uy

    ResponderExcluir
  6. Carlos Alberto Petry3 de setembro de 2010 16:08

    O Passat que segue o Polara negro 88 do Pauko de Tarso Marques e do Arlindo Marx, não é o dos Rebechi e sim do Aiser Hehn e do Toninho Luft, que inclusive foram os vencedores da prova, cuja tive o prazer de ser o segundo mas fiz uma pole tida como impossível, qque um dia eu conto como foi.

    ResponderExcluir