domingo, 12 de setembro de 2010

Cacau Ricci estampa Ferrari no Velopark e está fora da prova de amanhã da Itaipava GT

Ricci sendo socorrido


Ferrari no guincho



Frente desmontada



Danos na traseira e na lateral

Danos na traseira e na lateral

Roda amassada, bateu diretamente no muro e lá deixou sua marca

Disco de freio despedaçou-se com a batida

Fiscais da CBA inutilizam cinto, que fica comprometido com a batida

O piloto Cacau Ricci, gaúcho de Passo Fundo, bateu forte sua Ferrari nos treinos de hoje no Velopark, e está fora da etapa da Itaipava GT.

Devido à forte chuva e à densa camada de água que se acumulava na pista, o piloto rodou pouco antes da entrada da primeira perna do "S" de alta e estampou a dianteira e lateral direita no muro que fica embaixo da ponte de acesso aos boxes, a aproximadamente 100 km/h. A batida foi tão forte que o desenho da roda ficou marcado no muro.

O piloto saiu praticamente sozinho do carro, foi imobilizado e levado a um hospital de Porto Alegre para exames, pois sentia algumas dores no pescoço, mas passa bem.

No final de tarde, já estava no hotel para descansar, e agora há pouco escreveu no seu Twitter, a fim de tranquilizar os fãs: "Aos amigos Seguidores, estou bem da forte batida de hj, muitas dores no corpo mas nada de grave, uma pena mas faz parte abs. Obrigado por todo carinho e preocupacao doa amigos, boa noite ,amanha estarei na pista torcendo pelos companheiros de equipe"

O estado do carro é impressionante, tendo literalmente desmanchado a dianteira e entortado a carroceria, pois o pára-brisa ficou deslocado e fez-se uma enorme rachadura na coluna "C" do lado oposto ao da batida. A roda, que bateu diretamente no muro e deixou sua marca, ficou completamente amassada, e o disco de freio espatifou-se em vários pedaços.

O Blog do Passatão deseja pronta recuperação ao piloto, e que volte com tudo na próxima etapa!

Chuvarada e festival de pancadas fazem GTBR ser transferida


Pole Antônio Pizzonia passa levantando água

Disputas na chuva

Cacau Ricci, antes da panca que desmanchou a Ferrari



Andreas Mattheis bate Ford GT na reta oposta

Danos na dianteira do Ford GT

Equipe troca motor da Lambo

Cofre vazio

Recolocando o motor na barca

Maserati de Carlos Kray/Henrique Assunção, bateu no muro na entrada da reta

Trabalho de conserto da Maserati #75

Dianteira novinha para a Maserati, logo na pista

Ferrari do pole e aniversariante Pizzonia

Maserati #99, bateu ao passar reto na última curva

Ford GT desmontado para conserto

"Estacionamento exclusivo para Ferrari", diz box da Greco...

...e realmente, ali só entra Ferrari.

Ginetta, carrinho interessante


Análises no Ford GT de Juliano Moro

As naves viraram barcos no Velopark, neste sábado. A forte chuva não deu trégua o dia todo, estiando apenas no final de tarde, fazendo com que os pilotos tivesse dificuldade para manter toda a cavalaria dos Grand Turismo na pista.

A grande panca do dia ficou por conta de Cláudio Ricci, que rodou depois da curva 2, batendo lateralmente no muro, desmanchando a Ferrari e tendo passado pelo hospital para exames de rotina. No momento da batida, Cacau estava em 3o na classificação. Com a forte batida, está fora das corridas.

Outra baixa foi Ricardo Maurício, dono do milhão de reais ganho na Stock Car semana passada, que foi ao hospital com crise de apendicite, correndo o risco de ficar de fora da prova.

Uma série de outras pequenas batidas ocorreu, conforme fotos acima, fazendo com que pilotos e direção de prova tenham decidido por transferir a corrida de hoje para domingo, ficando a primeira às 9h e a segunda às 13h.

O aniversariante Antônio Pizzonia (Ferrari #70) ficou com a pole da 1a corrida, na qual o gaúcho Juliano Moro ficou bem colocado, em 4o. Já outro gaúcho, Matheus Stumpf (Ford GT #7), larga na frente na segunda.

Veja, abaixo, grid completo:

1º Classificatório - GT Brasil - 2010
1º) 70 - Antonio Pizzonia (FE, AM), 1:02.719
2º) 19 - Daniel Serra (LA, SP), 1:03.097
3º) 9 - Xandy Negrão (FO, SP), 1:03.914
4º) 5 - Juliano Moro (FO, RS), 1:04.054
5º) 3 - Claudio Ricci (FE, RS), 1:04.254
6º) 16 - Allam Khodair (LA, SP), 1:04.645
7º) 100 - Marcos Gomes (FE, PR), 1:04.859
8º) 13 - Pedro Queirolo (VI, SP), 1:05.115
9º) 7 - Valdeno Brito (FO, PB), 1:05.611
10º) 77 - Chico Serra (LA, SP), 1:05.900
11º) 30 - Cleber Faria (LA, SP), 1:07.560
12º) 81 - Leonardo Burti (GI, SP), 1:08.101
13º) 82 - William Freire (GI, SP), 1:09.464
14º) 55 - Renan Guerra (MA, PR), 1:09.642
15º) 57 - Alan Hellmeister (FC, SP), 1:09.873
16º) 105 - Vanuê Faria (LA, SP), 1:10.082
17º) 121 - João Marcelo (MA, SP), 1:10.968
18º) 73 - Rodrigo Navarro (MA, SP), 1:11.205
19º) 21 - Fábio Greco (FC, SP), 1:12.235
20º) 75 - Carlos Kray (MA, RS), 1:13.182
21º) 18 - Fernando Poeta (FE, RS), 1:13.505
22º) 51 - Otavio Mesquita (FC, SP), 1:14.307
23º) 17 - Marcelo Sant'anna (FC, SP), 1:17.804
24º) 14 - Felipe Roso (MA, RS), 1:22.592
25º) 27 - Roberto Santos (MA, SP), 1:50.153
26º) 33 - Ricardo Mauricio (LA, SP), 4:09.667
27º) 99 - Gustavo Sondermann (MA, SP), 57:47.867

Melhor Volta: Antonio Pizzonia, 1:02.719 (130,75 km/h)

fonte: CRONOMAP Timing
http://www.cronomap.com.br/


2º Classificatório - GT Brasil - 2010

1º) 7 - Matheus Stumpf (FO, RS), 1:06.297, média de 123,69 Km/h
2º) 13 - Pedro Queirolo (VI, SP), 1:06.565
3º) 16 - Marcelo Hahn (LA, SP), 1:06.737
4º) 9 - Andreas Mattheis (FO, SP), 1:07.168
5º) 5 - Paulo Bonifacio (FO, SP), 1:07.370
6º) 30 - Cleber Faria (LA, SP), 1:07.563
7º) 55 - Renan Guerra (MA, SP), 1:08.435
8º) 19 - Chico Longo (LA, SP), 1:08.664
9º) 77 - João Adibe (LA, SP), 1:09.182
10º) 100 - Lineu Linardi (FE, SP), 1:09.749
11º) 105 - Vanuê Faria (LA, SP), 1:09.859
12º) 121 - Eduardo Furlanetto (MA, SP), 1:09.940
13º) 51 - Otavio Mesquita (FC, SP), 1:11.384
14º) 33 - Bruno Garfinkel (LA, SP), 1:11.510
15º) 82 - Marçal Mello (GI, SP), 1:11.607
16º) 17 - Marcello Sant'anna (FC, SP), 1:12.123
17º) 99 - Ricardo Ricca (MA, SP), 1:12.153
18º) 81 - Carlos Burza (GI, SP), 1:12.468
19º) 75 - Henrique Assunção (MA, SP), 1:12.510
20º) 57 - Sergio Laganá (FC, SP), 1:13.941
21º) 21 - Valter Rossete (FC, SP), 1:14.142
22º) 27 - Fabio Dellamuta (MA, SP), 1:14.303
23º) 73 - Oswaldo Federico (MA, SP), 1:14.742
24º) 70 - Walter Derani (FE, SP), 1:15.142

Melhor Volta: Matheus Stumpf, 1:06.297 (123,69 km/h)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Itaipava GT: "naves" dão primeiras aceleradas no Velopark

Ginetta escapa na primeira perna do S de alta...


...e roda.


Maserati passando reto na curva 1


Maserati, agora no caminho certo.


Saída do grampo após a curva 1

Veja o ângulo no qual esta Maserati ataca a curva


Maserati, vista de cima, contornando o "S" de alta


Ferrari F430


Ginetta no S de alta


Lindas as Lamborghinis

Ferrari do gaúcho Cacau Ricci, ganhador da última etapa, em Interlagos


Ferrari do apresentador Otávio Mesquita (A Noite é uma Criança - Band)


Ford GT que será pilotado por Juliano Moro


Resultado do último treino da sexta

As "naves" da GT Brasil já deram suas primeiras aceleradas no Velopark, nesta sexta. Trata-se dos carros dos sonhos da maioria dos mortais, tais como Ferrari, Lamborghini, Ford GT, Maserati, divididos entre categorias GT3BR e GT4BR.

Como todas as categorias que já andaram no novo traçado do novo autódromo, os tempos baixaram bastante da primeira até a última sessão, mostrando que a maioria dos pilotos "pegaram a mão" da pista. Os tempos dos ponteiros começaram em 58s e terminaram em 53,662s (Chico Serra/Adib), na última sessão. O nível das disputas promete.

O gaúcho melhor colocado foi Cláudio Ricci (Ferrari), em 3o, depois Juliano Moro, que de última hora assumiu assento no Ford GT #5, em 7o, Matheus Stumpf (Ford GT) em 12o, Fernando Poeta/João "Ganso" Santana (Ferrari) em 17o e Carlos Kray (Maserati) em 22o.

Cacau Ricci (Cerveja Crystal) andou muito bem, e tem boas chances de largar e chegar nas primeiras posições, contando que o gaúcho de Passo Fundo conhece bem a pista, pois já andou no traçado antigo, pela Stock Car, e no novo, na última etapa do Gaúcho de Endurance, em 01/08, quando andou com uma Lamborghini da equipe Itaipava.

Amanhã teremos treinos livres, classificatório e uma prova da GT. No domingo ocorrerá a outra, e o Blog do Passatão estará lá para fazer a cobertura, inclusive em tempo real, pelo Twitter AutomobilismoRS. (que você pode acompanhar pela barra lateral direita do blog, também, ou seguindo o @automobilismors, se você tem conta no serviço.

Enquete encerrada: Marcas não deve ser dividido

Finalizada a enquete que perguntava se a categoria N (Novatos) do Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos deve correr separadamente das categorias A e B, num total de 31 votos.

Segundo os internautas-eleitores, o "NÃO" ganhou, com 67%, enquanto o "SIM" ficou com 32% (valores estão arrendondados, sem vírgula, por isto não fecham 100%), ou seja, na opinião da maioria dos participantes da enquete as provas devem ter todas as categorias do Marcas correndo juntas. Abaixo, o resumo:

Sim: 10 (32%)
Não: 21 (67%)
Total de votos: 31

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Confirmado: Velhozes subirão a Guaporé dia 26 de setembro!


O piloto e organizador da Fórmula Classic RS, Ricardo Trein, informou nesta quarta que a Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) confirmou a realização da 3a etapa do certame do certame de clássicos no autódromo de Guaporé, dia 26 próximo.

A etapa será realizada em conjunto com a Copa das Federações de Endurance, campeonato que substitui o antigo Brasileiro de Endurance, cuja organização passou da SRO para as FAU's. Os veículos, protótipos e clássicos estarão andando na recém-inaugurada camada asfáltica, uma antiga necessidade do belo autódromo, que infelizmente penava com um pavimento que estava se desfazendo, o que dechapava pneus e até mesmo furava radiador, devido as detritos da pista que saltavam, impulsionados pela passagem dos bólidos.

Felizmente a nova realidade é de um asfalto completamente novo, resultado de uma conquista da (Associação Guaporense de Automobilismo), Prefeitura de Guaporé e deputados da região. A inauguração oficial será no dia 19, com o Marcas e Pilotos/Copa Fusca/Fórmula 1.6.


Trein informou, no seu e-mail, que esta será a terceira reinauguração de Guaporé da qual participa: a primeira ainda na pista de terra, depois a inauguração propriamente dita, com písta asfaltada (1976), e agora do novo asfalto. Realmente, trata-se de uma grande figura do nosso automobilismo, já correu com tudo que é carro praticamente, dos quais DKW, Fusca, Alfa, Protótipos, Fiat 147, Chevette, Escort, e, na foto acima, vemos nosso organizador tocando um Opalão lá mesmo, no autódromo serrano, em 1978 (imagem retirada do Blog do Sanco), no Campeonato Gaúcho de Opala (um legítimo 4100cc, com direito ao emblema original no pára-lama), ano no qual foi vice-campeão. Correu, também, na inauguração de Tarumã, em 1970.

Mecânica Sabiá cuidando do comandinho de válvulas original do Passat

O Passatão #8 está recebendo os preparativos, com o objetivo de manter a liderança da categoria D2C. Mas não terá vida fácil, visto que a concorrência é "carne de pescoço" (parafraseando nosso fantástico locutor Ademir "Perna" Moreira). A usina #47 de Jorge Krug, o Quindim Pelotense #33 de Alexandre Braga e o forte #11 de Paulo Trevisan deverão vir com sede ao pote.

Mãos à obra, "gurizada"! Vamos preparando as bolinhas de naftalina para colocar no tanque das reluzentes viaturas, e "metê-lhe" borracha naquele asfalto novo!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A entrada dos Passat TS nas pistas, por Carlos Alberto Petry

Esta história é muito boa! Fui obrigado a furtar do Blog do Sanco, mas ele me autorizou. Um relato sensacional e detalhado sobre a entrada dos Passat TS nas corridas, que provocou uma corrida dos Passat 1.5 para acompanhar o desempenho. Com direito a motor emprestado de vizinho, hehehe, sensacional. Leia o relato do piloto Carlos Alberto Petry, desta odisséia que deu-se em 1976.



"O ano era 1976, eu corria com um Passat 1.500 cc com 78 HP, disputava o título gaúcho com o Fico Barros de Júlio de Castilhos, que corria com um Dodge Polara, de 1800 cc e 93 HP. Em todo o Brasil os Polara reinavam absolutos, aqui no RS as coisas eram diferentes, além de termos ganho várias corridas com os 1.500, a vantagem que os Polara tinham nas retas e retomadas eram compensadas pela maior estabilidade dos Passat, especialmente nas curvas de alta, assim como a um a dois e a nove de Tarumã. A penúltima etapa do Campeonato Gaúcho iria valer também pelo Campeonato Brasileiro, seriam as 12 Horas de Tarumã daquele ano.



Primeira surpresa, um ilustre General, Osiel de Almeida, resolveu reduzir as 12 Horas para 4. O motivo alegado era a economia de combustíveis derivados do petróleo. Assim pensado, assim feito em democrática canetada.

A Volkswagen havia feito uma alteração na taxa de compressão dos motores 1.500, de 7 por 1 para 7,4 por 1, introduzindo um novo pistão nestes motores. Com a participação e empenho da turma do Escritório Regional da VW conseguimos três jogos destes pistões diretamente da fábrica. O Ivan Hoerlle montou dois motores, um para o meu carro o 18 da Avanço HP, e outro para o carro 20 do Aiser Hehn.

Comigo correria o Paulinho Hoerlle e com o Aiser o Toninho Luft. Terça feira da semana da prova 18 horas, saímos eu e o Paulinho rumo à Floripa, com a finalidade de amaciar e avaliar a obra do Ivan. Fizemos POA/Floripa, ida e volta, duas vezes naquela noite/madrugada, e ao final da aventura de amaciar o motor (prática comum na época) estávamos cansados, mas satisfeitos, pois o motor prometia.

Quinta feira, treinos livres, sem novidades. Segunda surpresa, sexta feira chegam os paulistas, com uns poucos Polaras e um batalhão de Passats, todos TS o qual havia sido homologado naquela semana pela CBA. Dessa homologação, nós aqui no RS só tivemos notícias quando os TS paulistas chegaram a Tarumã. Para quem não sabe o Passat TS tinha 1.600 CC e 96 HP. Resultado das tomadas de tempo, estávamos nós e o carro do Aiser em 9º e 10º.

Saí do autódromo e da telefônica de Viamão liguei para casa de um amigo, que era proprietário do único TS que havia em Taquara, pedi o carro dele emprestado para tirar o motor e os “etceteras”, que o diferenciavam de um 1500 para colocar no meu carro. Loucura imaginada, loucura realizada.

Sábado, nove da matina estava eu encostando na oficina do Ivan na Edmundo Bastian, com um TS praticamente zero KM. Foi o tal de desmancha um e “mancha” outro que nem o diabo acredita. À noite chagamos a Tarumã, com um Passat TS. Por falar em diabo, o próprio resolveu dar as caras. Primeiro o meu carro apresentou um pequeno vazamento de óleo do câmbio, que resultava em fumaça, pois pingava sobre a descarga. Mandamos buscar na Gaúcha Car uma “rabeta” de caixa completa e montada. Esclareça-se que assim como a Carro do Povo, a Gaúcha Car, trabalhava em regime de 24 horas. Em seguida o motor do Aiser foi pro espaço, e nós, que fomos para Tarumã com dois carros, estávamos sem nenhum e a corrida não tinha sequer começado.

O Aiser, então foi até a oficina do Ivan e buscou o meu motor 1500 que sobrara, para montar no carro dele. Enquanto isto o Paulinho Hoerlle foi dando uma mãozinha pro Ivan e foi tirar o motor fundido do carro do Aiser. Ao soltar a mangueira inferior do radiador o diabo entrou em ação, a mangueira arrebentou e o Paulinho foi lavado, rosto e braços com água fervendo, foi um quadro muito feio. Atendido e medicado o Paulinho mais parecia uma múmia de macacão, restava a dúvida se ele poderia correr. Pelo sim e pelo não, conversando com outros pilotos ,entre os quais estava o Aroldo Bauermann, perguntei-lhe com quem ia correr e ele me disse que não ia. Chamei ele pra lado e disse: vai buscar teu macacão, capacete, luvas etc, e ele se mandou. Fui à torre e o inscrevi como piloto reserva. Falei isto só para o Ivan, pois a hora da largada estava chegando (03:00 da madrugada) e eu iria largar sem saber quem iria finalizar a prova.

Larguei em 9º. E com menos de 10 voltas, estava em segundo, onde tive uma disputa acirradíssima com um dos maiores pilotos brasileiros que eu conheci, o Atila Sippos, que durou aproximadamente duas horas, ora um ora outro levando vantagem, nós estávamos virando em 1’ 27”, foi então que o Atila foi pro box, para troca de piloto, abastecimento e troca dos pneus dianteiros. Três voltas depois entrei e então vi que quem ia me substituir era o Aroldo. Sai do carro e estava ajudando ele a colocar o cinto, quando ele me lascou a seguinte pergunta: onde se acende os faróis? Gente, o “carinha” não tinha guiado um Passat nem na rua, e o medo tomou conta. Em quatro voltas ele já virava abaixo de 1’29” dando a tranqüilidade que, eu acho por todo o esforço, nós merecíamos. E não deu outra, o Aroldo levou o “TS” até a bandeirada, sem qualquer percalço, e nós fomos os vencedores da primeira corrida de um Passat TS no Brasil.

Para finalizar, algumas considerações sobre a prova. Fosse o Paulinho Hoerlle e não o Aroldo, com certeza teríamos vencido da mesma forma. Mas o certo é que se não fosse o Ivan Hoerlle, nada teríamos conseguido. O Aiser e o Toninho Luft, com o meu motor de 1500 cc ficaram em quarto lugar. O motor do Aiser que fundiu não foi amaciado. Na troca de pilotos, ganhamos um substancial tempo, pois não trocamos os pneus dianteiros como foi feito no carro do Atila. Pelo Campeonato Gaúcho eu me sagrei campeão e o Aiser vice, sendo em 1976 o único título nacional não conquistado por um Dodge Polara e também foi o primeiro título conquistado pelo preparador Ivan Hoerlle. Finalmente o Aroldo Bauermann é um dos pilotos mais versáteis com quem eu convivi nas pistas. E ainda, o amigo que me emprestou o TS chama-se Rubem Behs. Comprei um TS zero direto da fábrica e entreguei a ele e fiquei com o “desmanchado”.

Valeu Sanco, valeu Petry! A Fórmula Classic ainda mantém vivos os Passatinhos na pista, atualmente temos quatro andando forte, e mais alguns sendo feitos.

Ainda realizo o sonho de fazer 12 Horas, imagina de Passat?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Enquete: você acha que o Marcas deve ser dividido?

Vamos dar sequência às enquetes do blog!

Na enquete anterior, perguntamos: Dos que largaram (da Fórmula Classic), qual carro você mais gostou de ver no Velopark? Total de 101 votos em uma semana. Na sequência, os três primeiros foram: 1) Corcel I - Fernando Leke, 2) Maverick 302 - Leovaldo Petry, 3) Carretera Chevrolet - Ratão.






As eleições 2010 Blog do Passatão continuam, agora com uma polêmica: você acha que o Gaúcho de Marcas e Pilotos deve ter suas categorias correndo divididas, com a categoria N (Novatos) correndo em separado? Esta discussão tem vindo à tona, devido ao elevado grid (de 40 a 50 carros), que, segundo alegações, provoca muitos acidentes, portanto, deveriam correr separadas as categorias (A e B juntas, e N separada). Porém, muitos defendem que o grid elevado é que faz o espetáculo do Marcas.


Você concorda ou discorda com a divisão? Vote ali, do lado direito do blog. Se quiser comentar, use este post. Mãos ao voto!