terça-feira, 2 de outubro de 2012

Faltou foi vergonha na cara...

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"Faltou Asfalto", disparou a manchete do jornal Zero Hora da última segunda-feira, referindo-se sobre a catastrófica prova da Stock Car em Tarumã, realizada no último domingo.

Na minha opinião, faltaram duas coisas: "vergonha na cara" e um mínimo de conhecimento, a este periódico.

Faltou conhecimento, pois o jornal simplesmente não tem nenhum jornalista especializado em automobilismo, que acompanhe as provas regionais e nacionais. E isto tem um motivo: o jornal simplesmente NÃO DÁ ESPAÇO ALGUM PARA O AUTOMOBILISMO. É um jornal para o qual somente o FUTEBOL existe. "A SUA Zero Hora", diz a publicidade do veículo. Minha, não. Se fosse minha, daria um mínimo de cobertura às categorias regionais de automobilismo, que são as que mais precisam de mídia para sobreviver, e que geram interesse em quem é daqui. É a Zero Hora dos fãs de futebol, tão somente. Aposto que só deu este espaço porque a Stock Car passa na Globo, da qual a RBS é afiliada. Prova disso? Tivemos vitória tripla e um campeão brasileiro na Mini Challenge (que passa na Band Sports), e o jornal não escreveu uma linha sequer sobre isto. Baita apoio da "sua" ZH aos pilotos daqui.

Outro ponto: não sou jornalista, mas nem precisa ser para saber o básico: deve ser SEMPRE ser oferecido espaço para o contraponto de quem é atacado. A matéria difamatória acima só ouviu a versão dos pilotos e equipes da Stock (que, por não poder admitir o composto inadequado do pneu para o carro em pistas de alta, atacaram o asfalto), sem dar qualquer espaço para o administrador do autódromo, Márcio Pimentel, dar a sua versão sobre o fato. Pura má-vontade, visto que ele estava por lá durante todo o final de semana da corrida, era só ter indagado, pois estas declarações absurdas contra o asfalto de Tarumã começaram já na sexta-feira., sendo que é a única categoria que tem problemas no asfalto de Tarumã, logo, será que o problema é mesmo o asfalto? Que tipo de jornalismo é este?!

Então, faço um apelo: sei que divulgar as categorias regionais é algo fora dos planos de vocês, mas, pelo menos, RETRATEM-SE E OFEREÇAM DIREITO DE RESPOSTA AO AUTOMÓVEL CLUBE DO RIO GRANDE DO SUL. É fácil: liguem (51) 3485-1510 e peçam para falar com Márcio Pimentel. Outro apelo: se vocês não tem ninguém que conheça de automobilismo, procurem algum consultor, antes de lançar matérias temerárias como esta.

Os amantes da velocidade gaúchos agradecem.

19 comentários:

  1. O problema é falta de ditadura...

    Um veículo de comunicação não é uma empresa. Não tem clientes. Não tem competição com outra empresa do seguimento.

    Um veículo de comunicação é uma janela de informação ao público. Tem leitores e cidadãos. deve mostrar e informar a todos de forma neutra.

    Agora, criam-se grupos ( TV - Jornal _ Rádio ) que não informam coisas que podem dar idéia que exista outro meio de comunicação rival que mostra.

    Se isto não é ditadura é o que ??? Quem lê Correio do Povo não sabe o que se passa na progamação de outras emissoras de TV.

    É um absurdo ! Um meio de comunicação deve mostrar sim ! Por acaso alguém que assiste a Globo, pois só pega a Globo onde mora, sabe que existe Formula Truck e Indy ( BAND ), ou GT na RedeTV ?

    É igual instituição de ensino ( PUCRS ) ou colégios que viraram empresas e não pode perder o cliente ( aluno ).

    Ou seja, hoje o aluno bate no professor e faz o que quer e quem vai expulso é o professor pois não pode perder o cliente...

    DEIXA SE FUDER E MORRE TUDO...

    MILITARES NO PODER! FORCA, GUILHOTINA E PAREDÃO!

    PARTIDO FGP SERÁ O MEU NO DIA QUE DECIDIR ENTRAR NA POLÍTICA.

    SEM MAIS...

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  2. Jornalzinho muito atoa. Imagina só se acontece algum acidente grave durante a prova. É capa inteira no outro dia. Se um dia você for na ZH e subir uma escadaria depois da recepção, tu te apavora com os poster das capas que fizeram. É só tragédia e mais tragédia. Os cara tem pacto. Então na arte de destruir eles são formados. Salvo rarissimas exceções. Quanto ao futebol e seus comentaristas, acredito que qualquer analfabeto sabe comentar tambem, daí a facilidade de manter o futebol no foco esportivo. Automobilismo não! Tu tem que ter duas bolas pra acelerar, conhecimento técnico suficiente e uma reserva monetária pra suprir extamente esta falta de apoio de um jornal que tem na sua 2ª página um falso escritor e na sua penultima página um futuro falso escritor. Então pessoal, minha nota é zero pra este jornalzinho tendencioso.

    José Luis Martins

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  3. Gente,fui a tarumã pela primeira vez no final da decada de 80 e me apaixonei,no inicio da decada de 90 lá estava eu esperando chegar meus 16 anos pra começar no automobilismo,foi o que fiz.
    A zero hora sempre esteve presente,presente como aquele torçedor que tem a cara dura de se pendurar na tela ou na arquibancada do tala dizer que esta lá só pra ver acidente.
    a exemplo disso um fato bem comentado e CAPA da zero hora foi o acidente do piloto ALEXANDRE CIOATO com seu opala preto na curva 1,ele ultrapassou o guard rail baixo que tinha na época e caiu literalmente quase na cabeça de quem passava pelo túnel de entrada no autódromo,rendeu foto de capa da ZERO,e um comentário do reporter falando sobre a falta de segurança.
    Outra vez,teve uma corrida de demoliçao no largo do tala-larga,lá estavam eles,daí um piloto teve a infeliz idéia de dar carona a um filho menor de idade do teto do carro se locomovendo da area dos boxes até o largo do tala, a 5 km por hora,foi fotografado e filmado pela RBS e saiu lá no TELE DOMINGO,na ápoca quem foi entrevistado respondendo pelo automovel clube foi o sr.Antonio Gomes (hoje CBA) explicando sobre o fato isolado e tal, e teve sua entrevista totalmente editada e contradita,pela excelente (cretina) reporter Eduarda Streb,que até hoje,só fala de futebol na mesma emissora.Então minha gente apaixonada por automobilismo,será que não tá na hora de nos adequarmos e mudarmos todos pro futebol? será que tá na hora de abandonar nossos poster do Ayrton,Piquet,Fittipaldi e começarmos a idolatrar o Neymar?
    Vinicius Gomes

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  4. Tenho o Correio do Povo faz uns 20 anos e olha lá. Nunca ví uma reportagem sobre Motonáutica.

    Ví uma ano passado numa corrida que fui pois meu colega de PUCRS corre lá.

    Motivo. Morreu um piloto.

    E lá estava meia página com foto colorida e um grande texto de caráter policial e com detalhes da anatomia humana pois o corpo havia sido retalhado pela hélice...

    Pois é... Parece que tem alguém ( algum cara das antigas ) que deve ter nojo ou foi guampeado por algum piloto que deve ter um bom serviço com a mulher dele, que manda e fez a lei:

    TUDO O QUE FOR ESPORTE A MOTOR É APOLOGIA A MARGINALIDADE E SÓ APARECE QUANDO FOR PRA DENEGRIR A IMAGEM DELES PRÓPRIOS...

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  5. Responder pela Zero-Hora não posso, mas devo falar pelo Correio do Povo. Landau 79, todo jornal se baseia no princípio de trazer o que é notícia ao seu leitor. Linhas editoriais à parte, motonáutica é um esporte extremamente restrito e que dentro do espaço fechado de um periódico impresso diário não se justifica. A morte de um empresário consideravelmente relevante, em acidente de jet-ski, é uma notícia! Não por se motonáutica.

    Segundo ponto. O Correio do Povo noticiou, pelo menos nos últimos 15 anos, todas as edições das 12 Horas de Tarumã, com menor ou maior grau de cobertura. Desde o ano passado, fora Fórmula 1, o jornal publicou dez reportagens com foto, sendo cinco delas aberturas de páginas, sobre o automobilismo gaúcho. Além de notas e outras pequenas contribuições.

    Pouco? Talvez, mas o automobilismo perdeu muito espaço não só em virtude do grande e massivo dinheiro que entrou no futebol, mas também por conta de desorganização e problemas internos das próprias categorias gaúchas. Elas deixaram de mostrar que existem por muitos anos e ficaram correndo entorno do seu próprio umbigo.

    Hoje, temos boas iniciativas, como a Classic com o Niltão Amaral. Algumas pessoas movimentando as coisas na Endurance, no Marcas RS e na Fórmula 1.6. O Correio do Povo, através do blog PitLane é certamente um aliado de todo tipo de competição a motor e não noticia apenas tragédia.

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  6. O engraçado é que esse mesmo 'jornaleco' (ZH) trás na sua coluna 'Há trinta anos em ZH' seguidamente matérias sobre corridas em Porto Alegre e no RS com fotos e imagens de traçados, pilotos da época, etc!
    Pegunto: Como vão fazer matérias sobre o automobilismo atual daqui a trinta anos?

    Essa matéria sobre a Stock em Tarumã é exatamente aquilo que fala aquela 'máxima' sobre o balaio de 'caranguejos gaúchos', que 'não precisa de tampa' pois, quando um começa a se destacar e quer sair do balaio, vem uma meia dúzia e puxa para baixo!

    Com tanta coisa boa acontecendo em Tarumã a reportagem deu destaque a um fato inverídico e tremendamente prejudicial a imagem do nosso autódromo, prejudicando drasticamente o nosso automobilismo!

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  7. Bernardo.
    Velho, de maneira nenhuma quiz criticar o teu trabalho ( mídia especializda ). Só coloquei o que vejo no jornal que leio. Não tenho ZH nem outros. Porém não concordo só aparecer quando existe trajédia. Claro que aparece em outras oportunidades, porém é sempre com aquela impresão de que faltou assunto ou esgotou o futebol, bota o que tiver a mão. Felizmente tu e tua Equipe tem material as ganhas e são de extrema competência, sem querem rasgar ceda, ou puxar o saco.

    Porém pergunto: Se a questão é $$$$ para aparecer, então a F1 que é da Globo paga ao CP ? E a 2° divisão do Futebol ? Será que coisas do Adriano e Corithians são pagas por eles ?

    É meio estranho, pelo menos pra mim. Imagino nesta questão da Atleta de Handball que teve AVC na quadra. Quem pagou para sair a reportagem. Nunca ví reportagem de handball antes em 20 anos no CP. E as reportagens sobre Clubes Europeus ? O Milan ou o Barça pagam ao CP ?

    Só posso concluir 3 coisas:

    1 - Futebol sai porque é povão, sem custo.
    2 - Outras coisas pagam pra ter espaço.
    3 - Outras modalidades só quando é trajédia

    Infelizmente, é assim que Eu vejo.

    Repito que não estou criticando nada nem ninguém. Cada meio de comunicação tem sua política, errada no meu ver, mas deixa assim.

    Velho, continua teu trabalho, não me chama mais de ROLHA, se não vou te esperar na portaria da Caldas Junior de Galaxie e não vou usar os freios quando o sinal ficar vermelho... hehhehehehehehhe

    Grande abraço !

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  8. comentário

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    1. Meus amigos a reportagem do Niltão acima é excelente, eu não sei transferir para e-mail, eu gostaria de passar para o Repórter Daniel Dias da Zero Hora, daniel.dias@zerohora.com.br quem puder peço este favor.
      Ibraim

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  9. De pronto, registro que sou mais um na fila para cumprimentar o Amigo Niltão. Aliás, falando em amigos com ‘A’ maiúsculo, também ressalto minha apreciação ao ver tanto o Roberto Lacombe, como o Bernardo participando do ‘debate’. Como sempre, ambos trouxeram comentários para lá de corretos e pertinentes.
    Creio, por outro lado, que apenas os citados me conhecem. Para os demais, permitam uma breve apresentação. Paulo McCoy Lava, jornalista. Atualmente residindo na região Vale do Caí, posto o fato de que o mercado de trabalho – ao menos para jornalistas especializados em automobilismo –, não é dos mais favoráveis.
    Registre-se que, por questão de justiça, nem tudo está perdido: verdadeiro oásis na área de publicação voltada para divulgação do MELHOR esporte do mundo (falo de Automobilismo. Se você discorda, vá procurar ‘blog’ que fala do Guga ou do Neymar, atletas que ROUBAM – muitas vezes, injustamente – espaço para notícias de Automobilismo), o jornal PIT STOP – editado pelos ‘Torino Bros’ –, abriga, em seu corpo editorial, diversos expoentes. O autor desta e, claro, o Niltão. Houve época no qual o Lacombe escrevia colunas mas, por motivo que desconheço, não mais atua (pô, Lacombe... saudades!).
    Voltando: como falei, o PIT STOP é um ‘oasis’ no quesito ‘Jornal de Automobilismo’. E, registre-se, na chamada Imprensa diária, temos o Correio do Povo – por sinal, o Bernardo expôs o cenário envolvendo o esporte motorizado e, por isso, desnecessário alongar a respeito.
    Sobre o jornal Zero Hora, não penso ter nada de novo para acrescentar. Exceto que o grupo RBS disponibiliza blogs para dois jornalistas – Daniel Dias e Marcelo Matusiak. Em que pese o trabalho empreendido por ambos no chamado ‘mundo virtual’, penso que a dupla poderia – e DEVERIA – atuar na versão IMPRESSA. Por sinal, estiveram à frente por longo tempo (o Lacombe certamente lembra). Evidente, desconheço a causa, motivo, razão e circunstancia pela qual ambos não escrevem sobre automobilismo nacional e regional em Zero Hora. Não, não esqueci que o Dias escreve – e muito bem – sobre Fórmula 1. Mas, o foco é automobilismo regional e nacional. Logo...
    Dito isso, gostaria de retomar o assunto envolvendo o já citado ‘mercado de trabalho’. até porque... poderia ser melhor. Vocês acreditariam se eu falasse que, mesmo com meu currículo, não consigo colocação em um periódico de grande circulação?
    Para quem não sabe, um breve resumo: pois além de participar como colaborador do Pit Stop, sou co-autor em quatro livros sobre automobilismo; ostento mais de 200 – sim, 200! – textos na ÚNICA revista nacional de automobilismo, RACING –, integro o corpo de jornalistas estrangeiros que divulgam a categoria NASCAR e, de quebra, possuo imenso arquivo de livros, revistas e incontáveis páginas de jornais sobre o assunto ‘velocidade’. Some-se a isto que igualmente colaboro na produção do anuário by Reginaldo Leme e, entre 1991 e 2004, ainda atuei como assessor de imprensa nas áreas de Motociclismo e, claro, Automobilismo.
    Infelizmente, nestes 22 anos de atuação ininterrupta – devidamente avalizada por aqueles que me contrataram e/ou me solicitam colaboração –, meu currículo NÃO abre portas.
    Incrível?
    (Segue...):

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  10. (Continuação...):
    Sim, incrível. E, ao mesmo tempo... lamentável.
    Portanto e, pedindo desculpas ao Niltão, gostaria de fazer um relato, no qual tentarei demonstrar a triste realidade envolvendo Jornalismo (O Bernardo pode acrescentar algo à que estou falando)
    Para princípio de conversa: POIS a ‘tendência’ de empresas de divugação (rádio, TV e jornal) é ‘simples’: INICIANTES em curso do jornalismo. Vocês hão de convir, ano após ano, as faculdades ‘despejam’ no mercado imenso CONTIGENTE de formandos.
    E aonde irão trabalhar tais formandos? Salvo eventuais ‘demissões’ e/ou abandonos de emprego (quiça, falecimentos), quem está sob contrato em uma RBS ou GRUPO SINOS ou GLOBO ou CALDAS JUNIOR... dificilmente ‘perde a vaga’.
    Então... imagine quem se formou e PENSA ingressar nestas instituições.
    (Existem outras – citei exemplos conhecidos. Bernardo, me ajuda!).
    MAS...
    Existem jornais em cidades do interior – como na minha região, por exemplo. Só que seus donos são... ESPERTOS: eles contratam por SALARIO MINIMO (= OU, muitas vezes, abaixo do valor de MERCADO) um jovem formando ou já diplomado. O sujeito ‘aceita’ trabalhar for valor MINIMO, pelo fato de que, ASSINANDO TEXTOS EM JORNAIS, ele vai ‘acumulando’ bagagem, currículo...
    Ou seja: é bom negocio para o DONO. Mas o formando, sendo JOVEM... acaba aceitando.
    (Que fique claro: eu entendo o ‘lado’ do proprietário. Ele NADA está fazendo de errado... no caso, é questão de pegar ou largar, por parte do formando. Ate porque, se ele achar POUCO o valor, OUTRO formando irá tomar o lugar dele. Infelizmente, é assim... )
    Então... quando um cidadão como eu, com o currículo acima chega e pede ‘audiência’ para falar de emprego... isto ‘assusta’ o (s) dono (s) de jornal: ele (s) tem ‘medo’ de me contratar e NÃO CONSEGUIR ‘verba’ para pagar o VALOR DE MERCADO.
    Jornais, você sabe... sobrevivem VENDENDO anúncios. E, vocês igualmente sabem... o mercado está difícil na área comercial.
    Quanto aos GRANDES GRUPOS, o cenário é o que já falei: redações cheias e FILAS IMENSAS batendo a porta (estou errado, Bernardo?)
    Eu poderia parar aqui. Mas gostaria de aproveitar o ensejo para dizer que, FORA DO RAMO EDITORIAL... meu currículo NÃO FOI SUFICIENTE para, digamos... ser ACEITO pelos ANTIGOS gestores de um complexo automotivo da REGIÃO SUL de um país latino-Americano.
    Para resumir o que seria longo relato: quando me chamaram para conversar – havia aceno de emprego –, quase tirei minha carteira do bolso e entreguei aos TRES entrevistadores.
    Motivo?
    O TRIO chorou dificuldades financeiras. Que TODO MUNDO queria tirar vantagem... bla bla bla.
    O mais irônico é que falaram isto e SEQUER PERGUNTARAM o que eu PREVIA em termos salariais.
    O tempo passou...
    Mais IRONICO ainda foi constatar a contratação de profissionais CAROS – para atuar em OUTRAS AREAS (= justiça seja feita: NADA A VER COM JORNALISMO / DIVULGAÇÃO).
    Ora... SE não tinham $$$ para me contratar, de onde vieram os $$$ que, além de pagarem mensalmente os contratados, ainda lhes valeu avião, estadia e alimentação?
    Não menos irônico o fato de que NUNCA me explicaram o motivo de terem recusado meu serviço...
    Que fique claro: não condeno o trio. Apenas a FRIA atitude que tiveram para comigo. Até porque, não penso ser um ‘cpf’ (número). SE meu currículo não fosse no mínimo correto, como explicar, então, os serviços prestados para distintas empresas e entidades?
    Grato pela oportunidade de manifestação e, ao mesmo tempo, peço desculpas pela prolixidade. Mas é que, junto de vocês, me sinto entre AMIGOS... como se estivéssemos em uma ‘cantina’ (ou churrascaria), debatendo assuntos do esporte que tanto apreciamos.
    With kind regards,

    Paulo McCoy Lava

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  11. O niltão pediu para postar aqui o que postei no facebook, então lá vai:

    Quem enviou email reclamando com a moça está recebendo um email padrão. Esta resposta autômata e sem inspiração alguma da referida repórter mostra como é grande o desprezo do referido jornal não apenas com o automobilismo, mas com toda a classe que não apenas gosta do esporte, mas o vive e fez dele um meio de subsistência.
    O editor de esportes iniciou dando uma bofetada na cara de todos nós já há bastante tempo, lembram que três anos atrás, quando a mesma categoria esteve presente em Tarumã, o mesmíssimo jornaleco decretou o fim de Tarumã? Aquela matéria foi o estopim de muitas críticas na época e uma belíssima carta aberta escrita pelo Márcio “Marmita” Pimentel, carta esta que era emocionante e retratava bem o que Tarumã significa para qualquer amante da velocidade, seja gaúcho ou de qualquer outro ponto do país.
    Depois, a completa ignorância da editoria de esportes do jornal se mostrou contínua, ao não dar sequer uma linha em vários eventos de nível nacional, categorias grandes e de vulto foram completamente ignoradas. Lembro de ter recebido contato do referido jornal em algumas ocasiões, infelizmente todas estas ocasiões estavam relacionadas a algo negativo acontecido em nossas pistas, como acidentes graves (Big crash em Tarumã e Guaporé, passamento de nosso inesquecível Tchaka entre outros). NUNCA fui procurado para mencionar ou comentar títulos de nossos campeões. Matheus Stumpf venceu um dos mais importantes campeonatos nacional e creio que não recebeu sequer uma linha. Nosso Cesar Ramos brilhou no exterior e foi completamente ignorado. Ricci venceu no GT e ganhou o vácuo neste jornaleco. João/ Márcio Campos e Fernando Jr. dominam outra categoria de destaque e são ignorados. Neste ponto estou apenas mencionando os fatos de pilotos gaúchos a nível nacional, sem mencionar o regional.
    O ponto foge ao assunto, se é o asfalto bom ou ruim. Isso é irrelevante neste momento. O relevante é a postura de mau caratismo e completa ignorância a nosso respeito. Destaco o acontecido ano passado, no cinqüentenário da nossa federação. Procurei o Correio do Povo, para entregar pessoalmente os convites para o jantar comemorativo. Fui bem recebido, pelo editor-chefe e outro diretor da empresa, apresentei a federação, entreguei os convites e ouvi que enviariam representantes ao jantar, o que de fato aconteceu. Procurei o jornaleco. A primeira coisa que ouvi foi “Ah, da federação gaucha de futebol”. Quando corrigi e informei que representava a Federação Gaúcha de Automobilismo, recebi um balde de gelo como resposta. Não fui nem convidado a entrar no ambiente ou marcar um horário. Ouvi que “Podia deixar os convites com o segurança”.
    Essa empresa é podre e fede. Histórias de profissionais que são sumariamente demitidos ou queimados por não seguirem as determinações de seus superiores são comuns. Eu sempre disse que nunca trabalharia em algum veículo da RB$. Desde a faculdade sempre critiquei a empáfia que o nome deles traz e nos últimos acontecimentos passei a abominar terminantemente o jornal.
    E, como comentaram acima, pedir para uma economista escrever sobre Tarumã beira as raias do surrealismo e faz uma assinatura no memorando deles que nos define como um bando de imbecis.

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  12. Pessoal,

    Que bom que hoje temos a internet para sabermos a opinião de vocês sobre temas que certamente seriam censurados pela mídia tradicional.

    Todas as opiniões são bem vindas, concordando ou discordando do que aqui é escrito.

    Abraço,
    Niltão Amaral.

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  13. É gurizada... o negócio é Eu por emu plano em andamento após acertar a Mega da Virada...

    Comprar um Canal de TV e juntar a gurizada toda que esta " esquecida " para botar o automobilismo na TV aberta 24 horas por dia, na mídia escrita ( revista e jornal ) e na mídia ouvida ( Radio ).

    Podem escrever o que digo e não é a primeira vez:

    " Um dia vou ter um canal aberto de TV para automobilismo 24 horas com toda a gurizada que hoje garimpa e é pisoteada pelos atuais gestores das "Empresas" de Telecomunicação "

    Aguardem.

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  14. Buenas, boa noite gurizada medonha!
    Se me permitem, teço aqui algumas linhas a respeito da barbaridade, para dizer o mínimo, o que aconteceu no final de semana.

    Particularmente acho a Stock Car é um arremedo de carro e perdeu todo o seu brilho e encanto quanto deixaram o carro de lado para fazer estas porcarias tubulares que soltam pedaços até com o vento que pega, logo, os pneus não poderiam ser diferentes. Os brasileiros, em sua grande maioria, gostam de copiar as coisas dos outros países e tentaram fazer da Stock Car a Nascar Brasileira. Porém, quem já viu uma prova da NASCAR sabe que o buraco é mais embaixo (o Lacombe está aí e não deve me deixar mentir sozinho).
    E quem viu a prova de Tarumã, além de assistir uma prova sem graça, dos carros andando em fila indiana - com exceção do Matheus Stumpf e Cláudio Ricci - que mostraram para essa "playboizada" como se anda em Tarumã, também puderam ver os nacos de pneus que saiam destas coisas. Inclusive tenho fotos a onde mostra a pista coalhada de pedaços de borracha. Porém, com o meu conhecimento de automobilismo (nada), não consigo acreditar que isso seja problemas de pista pré-histórica, como disse o "coxinha" Zonta. Se o problema fosse o asfalto, as 12 Horas teriam problemas sempre, o que não acontece.
    Mas na categoria não tem piloto com culhão (e nem falo de andar em Tarumã), mas para peitar a Goodyear e mandar fazer uns pneus um pouco mais duros que as manteigas que estão usando. Na realidade não é a questão de falta de culhão, mas de sanidade: vão perder 200k por ano (acho que minimizei) de salário? Não é mais fácil baixar o cacete no autódromo?

    E tem jornalista que compra, não vai atrás para ver a segunda opinião e aí sai estas merdas neste jornal, "a sua Zero". Porém, acredito que a falta de interesse da (grande) mídia no automobilismo - falo aqui do Rio Grande do Sul - tem uma parcela de culpa dos organizadores, pilotos e equipes. Explico:

    Não me contaram, aconteceu comigo, quando um piloto do Marcas me disse que a categoria não tinha interesse em divulgação; equipes de endurance que tem mais de "milhão" investidos em carros e na hora de pagarem R$ 800,00 por fotos de uma etapa de 12 horas acham um absurdo; ou então, outra equipe pedir cotação para assessoria aqui e em São Paulo, você passar o preço e ficar falando que queremos enriquecer as custas deste ou daquele.

    Quanto as fotos, se o Niltão me permitir (já coloquei mesmo), escrevi umas linhas a respeito lá neste link: http://www.automobilismoemfoco.com.br/imagens-digitais-tem-custo-acreditem/

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  15. (continuando)

    Então, acredito que falta um pouco de profissionalismo de algumas equipes e pilotos. Infelizmente, quanto a divulgação e promoção, o nosso automobilismo é muito tacanho e tem que aprender com outras praças como São Paulo.
    Mas Fernando, o automobilismo regional é hobby! Picas! Vai me dizer que o cidadão que "conta os centavos", como fala Niltão, não vai querer divulgação da sua empresa, estando ela estampada na porta de um carro. Com possibilidade de ser visto nos quatro cantos do planeta? Só se for burro não vai querer.
    Só para citar um exemplo de quem leva o automobilismo a sério no estado, e que está colhendo o fruto disso: Scuderia Macchina / Lojas Benoit. Só que eu sei, o Jornal Pioneiro divulgou material deles duas vezes.

    Será que não está na hora de mudarmos, pilotos, equipes e categorias de postura?

    Muito da nossa divulgação se dá, se não a totalidade, por pessoas que são apaixonadas pelo esporte, mas que não ganham um centavo para despender seu tempo para o automobilismo. Exemplos, só aqui nestes comentários tem aos montes.

    E quanto a Zero Hora - again - só por colocar uma jornalista que cobre economia para falar de automobilismo, já confere o nível da bagaça. E mais: infelizmente o que vende jornal é sangue, desastre e coisas que não prestam. Se um "coxinha" destes tivesse estampado a um e quebrado uma perna, seria matéria de capa, contracapa e o carvalho a quatro.

    Sendo o que tinha para o momento, subscrevo-me, não sem antes deixar um abraço aos apaixonados por automobilismo de verdade e não por estas coisas que chamam de carro.

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  16. Para responder um pouco de tudo, mas principalmente aos pontos colocados pelo Paulo Lava das redações. Não existe jornalista especializado em automobilismo contratado nos jornais. Sugerir isso é o mesmo que ganhar uma risada na cara.

    O que se faz, para ter uma cobertura de qualidade, é comer pelas beiradas a partir das funções que se tem. Sem querer ter mérito a mais nenhum, o fato é que faço parte da equipe de Esportes para cobrir Futebol, mas organizo meu tempo e cumpro as expectativas nesse setor para ter espaço e narrar minha paixão, que são as corridas de automóvel.

    É um trabalho por conta própria, no qual o apoio que se recebe do jornal é a credibilidade e a logística. No caso, me levarem para os eventos, enviarem fotógrafos e ocasionalmente emprestarem algum equipamento. A decisão do jornalista é apenas dele para cobrir corridas. Jornal nenhum e editor nenhum gasta neurônios ou minutos refletindo sobre isso. Quem conquista o espaço é a pessoa. Por isso a luta é tão árdua e a necessidade de contribuição e organização de quem compete tão importante.

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    1. Isso vem ao encontro com o que havia comentado acima, que hoje a divulgação do automobilismo (regional) é feito por abnegados.

      E tu, mestre Bernardo, pode te considerar um vitorioso, pois o espaço que tens conseguido para divulgação do nosso automobilismo é digno de palmas. Parabéns pelo trabalho que tu vens desempenhando, pelo "agito" no último final de semana com a Scuderia Macchina (BENOIT) e Max Wilson (Eurofarma).

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  17. Hi there!

    Amigos Bernardo, Erlon e Fernando, boa noite... e grato pelas contribuições. Há pouco, via Face, o Bernando me avisou do recado dele. mas como eu preciso desligar o PC (minhas vistas ardem...), quero fazer uma ressalva sobre o comentário do Bernardo: ele está 100% certo sobre editores não contratarem jornalistas especializados. Idem sobre a (dificil) conquista do espaço e como as coisas funcionam na redação em termos de logisticas, etc.
    Mas, a tal ressalva: é que, salvo excessões quando bati na 'porta' de montadoras, eu raramente falei para quem me entrevistava em jornais e emissoras de radio aqui da região (e outras no Interior de SC), meu desejo de atuar na area de automobilismo. Mas, tudo indica, o 'caderno' (copias de materias), as revistas e os livros que eu levava para a reunião inicial sobre pedir emprego... certamente 'assustava'. Mas, volto a dizer: NUNCA me ofereci APENAS para escrever sobre automobilismo. Ate porque,imaginei que, POUCO A POUCO, uma vez empregado, eu poderia ter espaço. Uma notinha aqui... uma pagina de F1 ali... enfim, é isso. Mas agradeço a oportunidade. E vamos nos falando... VIDA LONGA PARA PESSOAS COMO NOS QUE AMAM AUTOMOBILISMO... E SABEM O VALOR DESTE MARAVILHOSO ESPORTE.
    Regards,

    Paulo McCoy Lava

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